Tradução ODTS – Parte 2

Mas eu não estava muito complacente naquela bela noite. Eu choraminguei e protestei contra minha morte precoce e, quando roubei um amuleto do meu assassino, de alguma forma consegui me salvar. O amuleto me deu a ilusão de um corpo. Eu ainda não sabia onde meu verdadeiro corpo estava. Isso meio que me incomodou, claro. E eu também ainda não sabia por que eu tinha sido o alvo daquilo tudo.

O amuleto ficou tipo fogo e gelo quando eu peguei para mim, mudando de uma cor acinzentada para um preto tipo espaço-profundo. Mas desde então… nadinha. Quanto mais eu tentava usar a pedra, mais parecida com uma pedra ela ficava.

Barnabas agora ficou encarregado de ser a minha sombra, para o caso do reaper que tentou me matar resolver voltar por causa do amuleto dele, e eu meio que voltei a ter uma vida normal, dentro do possível. Aparentemente, só o fato de eu ter pegado o amuleto e não ter virado pó, fez daquela situação – e de mim – meio que única. Mas ficar cuidando de mim não era o estilo de Barnabas e eu sabia que ele estava louco para voltar para o emprego dele de salvar almas. Se eu ao menos conseguisse fazer esse negócio do pensamento dar certo, ele poderia voltar às suas atividades regulares, me deixando razoavelmente segura em casa. Então eu o contataria caso o reaper da Escuridão aparecesse de novo. Mas isso não estava acontecendo.

– Barnabas – eu disse, cansada daquilo – Você tem certeza que eu posso fazer isso? Eu não sou uma reaper. Ou talvez eu não consiga trocar pensamentos com você porque eu estou morta. Já pensou nisso?

Silenciosamente, Barnabas deixou de encarar o lago contornado por pinheiros. O dar de ombros meio preocupado dele, deu a entender que ele já tinha pensado sim.

– Tente mais uma vez. – falou suavemente.

Eu apertei mais o fio de prata, tentando imaginar Barnabas em meus pensamentos, sua beleza agradável que não dá para achar na maioria dos colegiais, seu rosto atraente, seu sorriso contido. De verdade, eu não estava apaixonada por ele, mas todos os anjos da morte que eu havia visto eram atraentes. Especialmente o que me matou.

Apesar das longas noites no meu telhado treinando com Barnabas, eu não consegui fazer nada com a pedra negra. Barnabas passava tanto tempo por perto que meu pai pensou que ele fosse meu namorado, e meu patrão da floricultura disse que eu devia conseguir uma ordem de restrição.

Eu me empurrei para longe da rocha onde estava apoiada.

– Foi mal, Barnabas. Pode ir fazer o que você tem de fazer. Eu vou sentar aqui e esperar. Vou ficar bem.

Talvez tenha sido por isso que ele me trouxe aqui. Eu ficaria mais segura esperando por ele aqui, do que a quilômetros de distância… sozinha. Eu não tinha certeza, mas achava que Barnabas mentira pro chefe dele sobre meu progresso só para dar uma escapada e ir trabalhar de novo. Um anjo mentindo? Sim, aparentemente isso acontecia.

Barnabas apertou seus lábios.

– Não, isso foi uma péssima ideia. – disse, cruzando o pátio e pegando meu braço – Vamos embora.

Eu puxei meu braço. – Então, e se eu não puder empurrar meus pensamentos para os seus?  Se você não quer me deixar aqui, eu vou te seguir e ficar fora do caminho. Meu Deus, Barnabas. É um acampamento de verão. Quanta confusão eu poderia arranjar aqui?

– Muita. – falou, seu rosto liso e jovem se transformando em uma careta. Alguém vinha vindo e eu dei um passo para trás.

– Eu vou ficar fora do caminho e ninguém vai saber que eu estou lá. – eu disse, e Barnabas piscou meio preocupado. As pessoas estavam se aproximando e eu fiquei mais agitada. – Qual é, Barnabas. Por que a gente voou para cá se você simplesmente vai me levar de volta para casa? Você sabia que eu não ia conseguir fazer a parada dos pensamentos em vinte minutos, sendo que eu não consegui nem em quatro meses. Você quer isso tanto quanto eu quero. Aliás, eu já estou morta. O que mais pode acontecer comigo?

Ele olhou por cima até o grupo barulhento. – Se você soubesse, não estaria aqui discutindo comigo. Esconda o amuleto, um deles pode ser um dark reaper.

– Eu não estou com medo. – falei, enquanto escondia o amuleto dentro da minha blusa. Mas eu estava. Com medo. Não era justo. Estar morta e ainda ter de lidar com o coração acelerado e a falta de ar da tensão de quando sentia medo. Barnabas disse que as sensações iam desaparecer com o tempo, mas eu ainda estava esperando e era embaraçoso.

Abaixei os olhos e dei passagem para três garotas e três rapazes. Eles estavam de havaianas e shorts, e as garotas conversavam como se não tivessem preocupações no mundo enquanto se dirigiam para o cais do rio. Tudo parecia muito normal, até que uma sombra passou por mim e eu olhei para cima.

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OFF: Vou tentar postar mais frequentemente, gente. Espero que estejam gostando do começo da história… =)

Bjinhos*

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