Parte 4 – Tradução ODTS

– Madison, eu não quero cometer outro erro. – ele disse me virando de frente para ele. – Nós vamos embora. Agora.

Eu olhei por trás dele, semicerrando os olhos com a luz intensa e o vento gelado. Arrepiei quando uma das aves negras pousou em uma viga – esperando. O grupo estava discutindo com o chefe da doca e, se nós fôssemos embora, algum deles ia morrer. Não, eu não ia embora. Tomei fôlego para convencer Barnabas que eu podia ajudá-lo, mas nessa hora escutamos uma voz vinda da cabana atrás de nós:

– Ei, vocês aí… Estão fazendo alguma coisa?

Barnabas deu um pulo e eu me virei, sorrindo e devolvendo a pergunta:

– O que é isso?

– Esquis. – respondeu o baixinho de cabelos escuros, segurando um par de esquis, propriamente ditos. – Nós não podemos pegar dois barcos se não tivermos oito pessoas. Vocês dois não querem vir com a gente, para observar?

– Claro. – respondi, fechando o acordo. Barnabas queria aquilo, eu também. Então nós íamos.

– Madison. – ele me segurou.

Todo mundo estava entusiasmado, pulando nos barcos e eu arrastei-o pra perto, encarando os rostos das pessoas.

– Em qual barco está a vítima? Eu entro no outro.

A mandíbula de Barnabas estava contraída.

– Não é fácil assim. Tem que ter astúcia, não tá escrito em algum lugar.

– Então dê um palpite. – eu pedi. – Pelas barbas do profeta, mesmo se nós estivermos em barcos diferentes, a gente vai tá tipo… a três metros de distância um do outro. Eu grito por você, ok?

Ele hesitou e eu podia acompanhar seus pensamentos brincando com a expressão dele. A idéia podia ser ruim, mas uma vida estava em jogo. Atrás de mim, uma das aves negras voltou a voar. Barnabas já ia me dizer alguma coisa, quando um cara vestindo uma sunga cinza veio até nós. Ele segurava um cabo e estava sorrindo. Estendeu a mão em um cumprimento e disse:

– Meu nome é Bill.

Eu parei na frente de Barnabas e apertei a mão do cara.

– Madison. – concluí que ele não era um reaper. Era muito normal para ser um.

Barnabas não disse seu nome e Bill olhou para ele dos pés a cabeça.

– Algum de vocês sabe como dirigir? – perguntou.

– Eu sei. – respondi, antes que Barnabas pensasse em uma desculpa para tirar a gente dali. – Mas eu nunca puxei esquis antes, então vou ficar só olhando.

Olhei de relance para Barnabas. A última frase tinha sido para ele.

– Ótimo. Quer vir no meu barco? Para me olhar? – Bill sorriu maliciosamente.

Ele estava flertando, e eu abri um grande sorriso. Andava misturada com Barnabas há tanto tempo, trabalhando na parada dos pensamentos, que tinha esquecido como divertido – e perfeitamente normal – era flertar com um cara. E ele estava jogando charme para mim, não pra garota lá na doca vestida com aquele biquíni amarelo só para mostrar a bunda, ou para a linda garota de cabelos longos e escuros que vestia shorts e um top da moda.

– É, eu vou te observar… – falei, dando um passo em direção ao cara, só para ser puxada por Barnabas, que agora segurava meu braço.

– Hey – ele falou em voz alta. Seus olhos tinham aquela cor prateada que me fazia arrepiar – Vamos colocar os garotos em um barco, e as meninas em outro.

– Legal – falou a garota de biquíni amarelo, toda animada olhando para Barnabas, mas sem parecer notar seus olhos prateados.  – Nós vamos no barco azul.

Eu me esquivei da mão dele, claramente percebendo que podia ver uma coisa que os vivos não podiam. Eu não sabia nem se Barnabas tinha consciência de que eu podia ver também. Em nossa volta, o barulho aumentou à medida que o pessoal conversava, os barcos eram ligados e o resto da turma tava em fila para embarcar. Puxei Barnabas para trás, para poder sussurrar:

– Bill não é o reaper, é?

– Não. – ele sussurrou de volta. – Mas tem alguma coisa em volta dele. Ele pode ser a vítima.

Assenti e Barnabas virou pra falar com um cara de blusa azul sobre possivelmente ficar atrás do volante do barco vermelho. Eu disse oi para as garotas e entrei no fundo do barco azul. Olhei para além da doca, na direção de Bill, me perguntando se eu conseguiria enxergar uma névoa negra por cima dele.

Pouco tempo depois, nós já estávamos correndo na água, naquele pequeno lago. A garota com uma roupa de surfar vermelha atrás do meu barco, e Bill atrás do outro barco. O movimento rítmico e o barulho das ondas eram familiares, como uma música legal. A luz do sol queimava meus ombros e o vento jogava meus cabelos nos olhos. Os pássaros negros tinham levantado vôo todos confusos lá na doca, mas os maiores estavam seguindo seu caminho bem atrás de nós. Minha inquietação começou a crescer quando eu desci meu olhar para os dois que esquiavam.

Bill realmente parecia saber o que tava fazendo, assim como a garota atrás do meu barco. Se os dois não eram reapers da Escuridão, e nem o cara de sunga cinza, então me restaram três opções. E duas delas estavam comigo. Eu resisti e tentei não apertar a pedra negra escondida atrás da minha blusa, torcendo para que Barnabas não tivesse me colocado no barco errado. A menina do biquíni tinha um colar.

– Você é boa esquiadora? – gritei para ela, esperando escutá-la conversando. Ela se virou e sorriu, segurando o longo cabelo loiro.

– Não sou ruim. – ela falou, tentando soar mais alto que o barulho do motor. – Acha que ela cai logo? To morrendo pra poder entrar na água.

Meu sorriso ficou meio congelado e eu torci para que ela não estivesse predizendo seu próprio futuro.

– Pode ser. A distância tá ficando maior.

– É, talvez então. – ela olhou para as pontas roxas do meu cabelo, e depois para os meus brincos de caveira.

– Eu sou Susan. Cabin Chippewa. – falou, sorrindo.

– Uh, Madison. – disse, segurando firme no barco com uma mão, quando comecei a sentir que meu equilívrio tava ruim. Ventava muito pra ficar de conversa, e enquanto Susan observava a menina esquiando, eu comecei a reparar na garota que dirigia o barco.

A garota pequena atrás do volante tinha uma cabeleira negra invejável, longa e bem cheia. O cabelo estava jogado para trás, mostrando as orelhas pequenas dela, maçãs do rosto expressivas e um semblante sereno enquanto ela olhava para frente. Ombros largos e um corpo esbelto faziam com que ela provavelmente fosse atraente para os rapazes. O top havaiano que ela vestia brilhava com o sol me fazendo desejar ter óculos escuros.

Depois disso, minha atenção percorreu a água até o outro barco onde Barnabas conversava com o cara da blusa azul.

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6 pensamentos sobre “Parte 4 – Tradução ODTS

  1. oiee
    to começando a acompanhar o seu blog
    e gostaria de lhe agradecer pela tradução q vc ta fazendo
    estou mtu anciosa para saber o final dessa história
    ai ai q curiosidade
    por favor ñ pare
    =D
    abraços!!!

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