Fairy Boots, A História ~*

Olá, queridos leitores! Já andaram me perguntando várias vezes o porquê do nome do blog.

Bom, tenho dois motivos. O primeiro é um motivo bobo que possui um significado pessoal para mim. But, vou deixar pra lá…

O segundo motivo é: Eu estava (estou, só que dei uma parada) escrevendo uma história com esse título… Peguei muito carinho pelo enredo e personagem principal e tal… Então, quando vim fazer o blog, não consegui achar nome mais perfeito que esse.

Agora, como sou extremamente bondosa (e a toa), decidi colocar aqui o primeiro capítulo do “livro”. Por favor, dêem uma lida e depois me contem se gostaram… ok? :]

Vaaamos lá:

Fairy Boots – Capítulo 1


– Gostei das suas botas. – falou a senhorinha de cabelos azuis para mim. Ela deu uma risadinha baixa e completou: – Ah, que esquecida eu sou! Meu nome é Elsie.

Eu olhei para ela, tipo “e daí?”, mas resolvi usar a educação que mamãe me deu no berço e falei meu nome também. Ah, eu sei que mamãe também ensinou que não devo falar com estranhos, mas o que aquela mulher pequenina podia fazer comigo? Droga, minha tia Berta – que é completamente neurótica com tudo que se movimenta no planeta Terra – diria que há a possibilidade da baixinha azul fazer parte de uma gangue de seqüestradores de garotinhas exóticas, como eu. Sim, sou aquilo que se pode chamar de exótica. Vou explicar… meus cabelos são longos, ondulados e extremamente loiros, platinados como dizem os estilistas e fashionistas hoje em dia. Eu uso bastante roupa escura com muita renda e tecidos diferentes. Adoro uma sombra preta e, às vezes, até um batom vermelho. Mas NÃO, NÃO SOU EMO. Acho importante deixar isso bem claro. Esse negócio de chorar pelos cantos, falar fofuxês e pensar sobre a morte não é comigo não. Odeio quando me confundem com uma emo. Eu sou… bom, sou estilosa. Desculpe se te incomodo por isso.

– Ah, valeu. Eu sou Hayley. – disse e coloquei meus fones de ouvido novamente. Mas Elsie pareceu não desconfiar. Olha, quando uma pessoa coloca os fones de ouvido é porque ela não ta muito a fim de papear com você. Ou porque ela não tem tato social. Bom, no meu caso é a opção um, apesar de muitas vezes as pessoas pensarem que eu, de fato, não tenho tato social. Eu tenho, só não uso com seres humanos, que são chatos e me irritam. Eu gosto mesmo é do meu gato, Olive, só com ele vale a pena conversar de verdade. Quero dizer, valia a pena. Porque o Olive morreu há dois meses. O bichinho era mais velho que andar pra frente, tadinho…

– Oh, percebi que seu machucado na perna está melhor, florzinha. Está usando a arnica montana como te falei? – falou, chegando bem perto do meu joelho ralado, fazendo-me olhar para ela como se estivesse usando uma fantasia de elefante bem ali no ponto de ônibus onde nós estávamos.

Vou explicar para você, caro leitor. O que rola é o seguinte: todos os dias, depois que eu saio da escola, eu espero minha vizinha me buscar de carro no ponto de ônibus que fica na esquina do West High, a escola onde eu estudo. Minha mãe anda poupando dinheiro e a Judith, a vizinha citada acima, busca os filhos gêmeos de 8 anos no caratê e aproveita e me dá carona. É um saco esperar por ela, principalmente quando vem alguém querendo me fazer companhia. Tipo a senhorinha azul. Há três dias ela aparece sempre no mesmo horário que eu e fica fazendo perguntinhas e/ou comentários de todos os tipos enquanto eu luto para continuar escutando minha música sem ser perturbada. Mas a velha simplesmente não desiste! Dois dias atrás ela me perguntou assustada:

– Oh santo céus! O que aconteceu com seu joelho, florzinha? – e eu expliquei para ela que caí na escada do colégio e tal. Um mico, eu sei. Principalmente por que a Kate Bloom viu tudo e ela é um saco com aquela carinha angelical de líder de torcida e mente de capetinha. É isso que ela é. Um capetinha de saias que mal sabe soletrar m-a-m-ã-e. E, como eu sou muito sortuda e extremamente descoordenada, tropecei e saí quicando escada afora bem na frente da Kate Vaca Bloom. Ela ficou lá, rindo de mim, até que eu tomei um milk shake de morango da mão de uma de suas amiguinhas baba-ovo e derramei tudinho na roupa dourada de líder-de-torcida da qual ela tem tanto orgulho. He he.

– Sabe o que é bom para isso, querida? Arnica montana! – disse a azulzinha depois que eu contei que caí e ralei o joelho, sem os detalhes extras que contei para você, claro. Sorri para a esquisita e agradeci, mas é óbvio que eu não ia colocar uma planta idiota em cima do meu joelho. Passei na farmácia e comprei um daqueles remédios líquidos que ardem pra caramba, mas saram rapidinho o machucado. E agora aqui estava ela, achando que fora obra da santa arnica montana. Amém.

– Ah, na verdade, eu usei um outro remédio. – eu disse, Elsie fez uma careta.

Arnica montana ia sarar muito mais rápido. – falou. Tanto faz, velha chata.

– Ah. – respondi e recoloquei meus fones de ouvido.

– Ei, sua carona chegou. – disse ela me cutucando. Levantei os olhos e avistei o carro de Judith. Os gêmeos, como sempre, fazendo a baderna no banco de trás. Coloquei a mochila nos ombros e corri para o carro.

– Tchau tchau, florzinha. – pude escutar minha mais nova amiga (oba!) gritar para mim. Sentei no banco do passageiro e olhei para trás, mas Elsie já não estava mais lá.

Esquisito, né? Mas esquisito de verdade ficou depois que eu cheguei em casa. Sério, minha mãe me abraçou como se eu tivesse acabado de voltar da guerra.

– Oh, graças a Deus você ta bem, Hay!

– Claro que to, mãe! Por que não estaria? – ela me olhou com seus grandes olhos azuis contornados metodicamente pelo lápis de olho.

– Por nada, meu bem. Eu só… bom, eu… – ela tava mentindo, sempre gaguejava quando mentia – Eu tive um sonho ruim com você hoje. Só isso.

E mamãe continuou lá parada, olhando para mim e segurando meus ombros com as duas mãos.

– Mãe, você já viu que to inteira. Agora, será que eu posso ir pro meu quarto? – perguntei com o nariz franzido. Ela finalmente se deu conta de que tava me segurando e deu uma de suas risadinhas nervosas. Tudo bem que minha mãe é meio tan-tan, mas havia alguma coisa errada além dos parafusos soltos que ela tem por natureza. Eu comecei a subir as escadas para ir pro meu quarto, quando ela veio correndo até mim com um colar muito esquisito na mão.

– Hayley, só uma última coisinha… eu gostaria que você usasse esse colar, meu bem. Será que pode fazer isso por mim? – suspirei. Tipo, o colar era esquisito, tinha uma pedra preta mal polida pendurada. Como se eu já não usasse coisas esquisitas o suficiente. Mas como não tava a fim de discutir com mamãe, estendi a mão, peguei o colar e continuei subindo as escadas. Só que ela não se deu por satisfeita.

– Hay, coloca o colar! – olhei para ela.

– O que há, mãe? Você ta esquisita pra caramba!

– É um colar protetor, pelo sonho que eu tive. Você sabe como eu sou supersticiosa, não sabe? – ta, agora ela tava começando a me assustar. Que espécie de sonho tinha sido esse? Pior, não havia sonho. Eu sabia que ela tava mentindo. Mas alguma outra coisa havia. Ah, disso eu tinha certeza.

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5 pensamentos sobre “Fairy Boots, A História ~*

  1. Nuh lay, mto bom!! Escreve bem d+ garota! Esse livro já está nas melhores lojas?? =]
    (PS.: qual q eh aquele motivo bobo ein?)

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