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Tradução Once Dead, Twice Shy [Comunidade]

Heeeello, ladies!

Bom, como vocês já devem saber, estou fazendo a tradução do livro ODTS, a continuação da crônica Madison Avery e a Morte. Mas como ando extremamente devagar, procurei e achei uma comunidade bacana no Orkut para quem quer acompanhar direitinho a história de Madison e Barnabas <3 .

Acho que a garota que tá traduzindo lá não terminou ainda não… mas ela tá beeeem mais adiantada que eu, então dêem uma conferida.   ;]

Para quem se interessar, acesse a comunidade Traduções de Livros clicando aqui. Ela é moderada, então é necessário que você peça pra entrar lá. Feito isso, você pode acessar o tópico com a tradução AQUI.

Espero que gostem. Aproveitem a leitura.

Ah, e se quiserem comentar, estarei aqui. Hihi ;D

Beijinhos e Barnabas*

Parte 4 – Tradução ODTS

– Madison, eu não quero cometer outro erro. – ele disse me virando de frente para ele. – Nós vamos embora. Agora.

Eu olhei por trás dele, semicerrando os olhos com a luz intensa e o vento gelado. Arrepiei quando uma das aves negras pousou em uma viga – esperando. O grupo estava discutindo com o chefe da doca e, se nós fôssemos embora, algum deles ia morrer. Não, eu não ia embora. Tomei fôlego para convencer Barnabas que eu podia ajudá-lo, mas nessa hora escutamos uma voz vinda da cabana atrás de nós:

– Ei, vocês aí… Estão fazendo alguma coisa?

Barnabas deu um pulo e eu me virei, sorrindo e devolvendo a pergunta:

– O que é isso?

– Esquis. – respondeu o baixinho de cabelos escuros, segurando um par de esquis, propriamente ditos. – Nós não podemos pegar dois barcos se não tivermos oito pessoas. Vocês dois não querem vir com a gente, para observar?

– Claro. – respondi, fechando o acordo. Barnabas queria aquilo, eu também. Então nós íamos.

– Madison. – ele me segurou.

Todo mundo estava entusiasmado, pulando nos barcos e eu arrastei-o pra perto, encarando os rostos das pessoas.

– Em qual barco está a vítima? Eu entro no outro.

A mandíbula de Barnabas estava contraída.

– Não é fácil assim. Tem que ter astúcia, não tá escrito em algum lugar.

– Então dê um palpite. – eu pedi. – Pelas barbas do profeta, mesmo se nós estivermos em barcos diferentes, a gente vai tá tipo… a três metros de distância um do outro. Eu grito por você, ok?

Ele hesitou e eu podia acompanhar seus pensamentos brincando com a expressão dele. A idéia podia ser ruim, mas uma vida estava em jogo. Atrás de mim, uma das aves negras voltou a voar. Barnabas já ia me dizer alguma coisa, quando um cara vestindo uma sunga cinza veio até nós. Ele segurava um cabo e estava sorrindo. Estendeu a mão em um cumprimento e disse:

– Meu nome é Bill.

Eu parei na frente de Barnabas e apertei a mão do cara.

– Madison. – concluí que ele não era um reaper. Era muito normal para ser um.

Barnabas não disse seu nome e Bill olhou para ele dos pés a cabeça.

– Algum de vocês sabe como dirigir? – perguntou.

– Eu sei. – respondi, antes que Barnabas pensasse em uma desculpa para tirar a gente dali. – Mas eu nunca puxei esquis antes, então vou ficar só olhando.

Olhei de relance para Barnabas. A última frase tinha sido para ele.

– Ótimo. Quer vir no meu barco? Para me olhar? – Bill sorriu maliciosamente.

Ele estava flertando, e eu abri um grande sorriso. Andava misturada com Barnabas há tanto tempo, trabalhando na parada dos pensamentos, que tinha esquecido como divertido – e perfeitamente normal – era flertar com um cara. E ele estava jogando charme para mim, não pra garota lá na doca vestida com aquele biquíni amarelo só para mostrar a bunda, ou para a linda garota de cabelos longos e escuros que vestia shorts e um top da moda.

– É, eu vou te observar… – falei, dando um passo em direção ao cara, só para ser puxada por Barnabas, que agora segurava meu braço.

– Hey – ele falou em voz alta. Seus olhos tinham aquela cor prateada que me fazia arrepiar – Vamos colocar os garotos em um barco, e as meninas em outro.

– Legal – falou a garota de biquíni amarelo, toda animada olhando para Barnabas, mas sem parecer notar seus olhos prateados.  – Nós vamos no barco azul.

Eu me esquivei da mão dele, claramente percebendo que podia ver uma coisa que os vivos não podiam. Eu não sabia nem se Barnabas tinha consciência de que eu podia ver também. Em nossa volta, o barulho aumentou à medida que o pessoal conversava, os barcos eram ligados e o resto da turma tava em fila para embarcar. Puxei Barnabas para trás, para poder sussurrar:

– Bill não é o reaper, é?

– Não. – ele sussurrou de volta. – Mas tem alguma coisa em volta dele. Ele pode ser a vítima.

Assenti e Barnabas virou pra falar com um cara de blusa azul sobre possivelmente ficar atrás do volante do barco vermelho. Eu disse oi para as garotas e entrei no fundo do barco azul. Olhei para além da doca, na direção de Bill, me perguntando se eu conseguiria enxergar uma névoa negra por cima dele.

Pouco tempo depois, nós já estávamos correndo na água, naquele pequeno lago. A garota com uma roupa de surfar vermelha atrás do meu barco, e Bill atrás do outro barco. O movimento rítmico e o barulho das ondas eram familiares, como uma música legal. A luz do sol queimava meus ombros e o vento jogava meus cabelos nos olhos. Os pássaros negros tinham levantado vôo todos confusos lá na doca, mas os maiores estavam seguindo seu caminho bem atrás de nós. Minha inquietação começou a crescer quando eu desci meu olhar para os dois que esquiavam.

Bill realmente parecia saber o que tava fazendo, assim como a garota atrás do meu barco. Se os dois não eram reapers da Escuridão, e nem o cara de sunga cinza, então me restaram três opções. E duas delas estavam comigo. Eu resisti e tentei não apertar a pedra negra escondida atrás da minha blusa, torcendo para que Barnabas não tivesse me colocado no barco errado. A menina do biquíni tinha um colar.

– Você é boa esquiadora? – gritei para ela, esperando escutá-la conversando. Ela se virou e sorriu, segurando o longo cabelo loiro.

– Não sou ruim. – ela falou, tentando soar mais alto que o barulho do motor. – Acha que ela cai logo? To morrendo pra poder entrar na água.

Meu sorriso ficou meio congelado e eu torci para que ela não estivesse predizendo seu próprio futuro.

– Pode ser. A distância tá ficando maior.

– É, talvez então. – ela olhou para as pontas roxas do meu cabelo, e depois para os meus brincos de caveira.

– Eu sou Susan. Cabin Chippewa. – falou, sorrindo.

– Uh, Madison. – disse, segurando firme no barco com uma mão, quando comecei a sentir que meu equilívrio tava ruim. Ventava muito pra ficar de conversa, e enquanto Susan observava a menina esquiando, eu comecei a reparar na garota que dirigia o barco.

A garota pequena atrás do volante tinha uma cabeleira negra invejável, longa e bem cheia. O cabelo estava jogado para trás, mostrando as orelhas pequenas dela, maçãs do rosto expressivas e um semblante sereno enquanto ela olhava para frente. Ombros largos e um corpo esbelto faziam com que ela provavelmente fosse atraente para os rapazes. O top havaiano que ela vestia brilhava com o sol me fazendo desejar ter óculos escuros.

Depois disso, minha atenção percorreu a água até o outro barco onde Barnabas conversava com o cara da blusa azul.

Parte 3 – Tradução ODTS

Asas negras, pensei, sufocando um arrepio. Eles eram tipo corvos para os humanos vivos – quando os vivos os percebiam, pelo menos. Sua cobertura negra viscosa era praticamente invisível quando vista de lado a não ser pelo estranho brilho, uma linha cintilante. Esses seres varredores se alimentavam das almas que eram ceifadas pelos reapers da Escuridão e, se não fosse pela proteção do meu amuleto, eles já estariam em cima de mim. Os reapers da Luz permaneciam com uma alma ceifada até que ela pudesse ser escoltada para fora da Terra.

Olhei para Barnabas. Não precisava escutar seus pensamentos para saber que alguém daquele grupo estava marcado para morrer em um futuro bem próximo. Para descobrir quem era, teria de haver um mix entre uma descrição resumida do chefe de Barnabas e a capacidade que Barnabas tinha de ver a aura das pessoas. E sua intuição também.

– Você pode dizer quem é a vítima? – perguntei. Pelo que ele havia me dito, as auras tinham um brilho que indicava a idade da pessoa – essa havia sido a desculpa usada por Barnabas para justificar sua falha em me proteger. Era meu aniversário, e ele só trabalhava com pessoas de dezessete anos. Porém, eu tinha dezesseis anos até o momento em que o carro capotou e, oficialmente, dezessete no momento em que morri.

Barnabas estreitou os olhos, que ficaram prateados por um momento. Ele estava acessando algo divino. Isso me assustou pra caramba.

– Não sei dizer. Todos possuem dezessete anos, exceto a garota de maiô vermelho e o baixinho de cabelo escuro.

– E o reaper? – perguntei. Ninguém usava um amuleto, mas as pedras podiam se transformar para parecer qualquer coisa, então isso não significava muito. Era só mais um dom que eu não tinha.

Ele deu de ombros, ainda observando o grupo.

– O reaper pode nem estar aqui ainda. A aura dele ou dela aparentará dezessete anos, assim como a nossa. Eu não conheço todos os reapers da Escuridão de vista, e não vou saber com certeza até que ele ou ela puxe sua espada.

Puxe sua espada e enfie em uma pessoa. Trabalho concluído. Ótimo. Dependendo da hora em que você percebe a ameaça, pode ser tarde demais.

Eu observei as asas negras sobrevoarem o cais como gaivotas. Do meu lado, Barnabas estava inquieto.

– Você quer segui-los. – eu disse.

– Sim.

Era tarde demais para impedir alguém. A lembrança do meu coração parecia que estava ficando mais forte. Uma lembrança sombria e remanescente sobre estar viva que minha mente não podia deixar ir embora. E eu agarrei o braço de Barnabas.

– Vamos lá.

– Nós vamos embora. – ele protestou, seus pés se movendo. Eu observei seus tênis encontrarem a terra em perfeita sincronia com os meus enquanto nos dirigíamos para baixo.

– Eu vou ficar quieta, sentada. Qual é o problema? – perguntei.

Nossos passos provocavam um eco mudo na doca, quando ele me parou.

– Madison, eu não quero cometer outro erro. – ele disse me virando de frente para ele. – Nós vamos embora. Agora.

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OFF: Post suuuper pequeno.

Amanhã tento postar um gigante… =)

Tradução ODTS – Parte 2

Mas eu não estava muito complacente naquela bela noite. Eu choraminguei e protestei contra minha morte precoce e, quando roubei um amuleto do meu assassino, de alguma forma consegui me salvar. O amuleto me deu a ilusão de um corpo. Eu ainda não sabia onde meu verdadeiro corpo estava. Isso meio que me incomodou, claro. E eu também ainda não sabia por que eu tinha sido o alvo daquilo tudo.

O amuleto ficou tipo fogo e gelo quando eu peguei para mim, mudando de uma cor acinzentada para um preto tipo espaço-profundo. Mas desde então… nadinha. Quanto mais eu tentava usar a pedra, mais parecida com uma pedra ela ficava.

Barnabas agora ficou encarregado de ser a minha sombra, para o caso do reaper que tentou me matar resolver voltar por causa do amuleto dele, e eu meio que voltei a ter uma vida normal, dentro do possível. Aparentemente, só o fato de eu ter pegado o amuleto e não ter virado pó, fez daquela situação – e de mim – meio que única. Mas ficar cuidando de mim não era o estilo de Barnabas e eu sabia que ele estava louco para voltar para o emprego dele de salvar almas. Se eu ao menos conseguisse fazer esse negócio do pensamento dar certo, ele poderia voltar às suas atividades regulares, me deixando razoavelmente segura em casa. Então eu o contataria caso o reaper da Escuridão aparecesse de novo. Mas isso não estava acontecendo.

– Barnabas – eu disse, cansada daquilo – Você tem certeza que eu posso fazer isso? Eu não sou uma reaper. Ou talvez eu não consiga trocar pensamentos com você porque eu estou morta. Já pensou nisso?

Silenciosamente, Barnabas deixou de encarar o lago contornado por pinheiros. O dar de ombros meio preocupado dele, deu a entender que ele já tinha pensado sim.

– Tente mais uma vez. – falou suavemente.

Eu apertei mais o fio de prata, tentando imaginar Barnabas em meus pensamentos, sua beleza agradável que não dá para achar na maioria dos colegiais, seu rosto atraente, seu sorriso contido. De verdade, eu não estava apaixonada por ele, mas todos os anjos da morte que eu havia visto eram atraentes. Especialmente o que me matou.

Apesar das longas noites no meu telhado treinando com Barnabas, eu não consegui fazer nada com a pedra negra. Barnabas passava tanto tempo por perto que meu pai pensou que ele fosse meu namorado, e meu patrão da floricultura disse que eu devia conseguir uma ordem de restrição.

Eu me empurrei para longe da rocha onde estava apoiada.

– Foi mal, Barnabas. Pode ir fazer o que você tem de fazer. Eu vou sentar aqui e esperar. Vou ficar bem.

Talvez tenha sido por isso que ele me trouxe aqui. Eu ficaria mais segura esperando por ele aqui, do que a quilômetros de distância… sozinha. Eu não tinha certeza, mas achava que Barnabas mentira pro chefe dele sobre meu progresso só para dar uma escapada e ir trabalhar de novo. Um anjo mentindo? Sim, aparentemente isso acontecia.

Barnabas apertou seus lábios.

– Não, isso foi uma péssima ideia. – disse, cruzando o pátio e pegando meu braço – Vamos embora.

Eu puxei meu braço. – Então, e se eu não puder empurrar meus pensamentos para os seus?  Se você não quer me deixar aqui, eu vou te seguir e ficar fora do caminho. Meu Deus, Barnabas. É um acampamento de verão. Quanta confusão eu poderia arranjar aqui?

– Muita. – falou, seu rosto liso e jovem se transformando em uma careta. Alguém vinha vindo e eu dei um passo para trás.

– Eu vou ficar fora do caminho e ninguém vai saber que eu estou lá. – eu disse, e Barnabas piscou meio preocupado. As pessoas estavam se aproximando e eu fiquei mais agitada. – Qual é, Barnabas. Por que a gente voou para cá se você simplesmente vai me levar de volta para casa? Você sabia que eu não ia conseguir fazer a parada dos pensamentos em vinte minutos, sendo que eu não consegui nem em quatro meses. Você quer isso tanto quanto eu quero. Aliás, eu já estou morta. O que mais pode acontecer comigo?

Ele olhou por cima até o grupo barulhento. – Se você soubesse, não estaria aqui discutindo comigo. Esconda o amuleto, um deles pode ser um dark reaper.

– Eu não estou com medo. – falei, enquanto escondia o amuleto dentro da minha blusa. Mas eu estava. Com medo. Não era justo. Estar morta e ainda ter de lidar com o coração acelerado e a falta de ar da tensão de quando sentia medo. Barnabas disse que as sensações iam desaparecer com o tempo, mas eu ainda estava esperando e era embaraçoso.

Abaixei os olhos e dei passagem para três garotas e três rapazes. Eles estavam de havaianas e shorts, e as garotas conversavam como se não tivessem preocupações no mundo enquanto se dirigiam para o cais do rio. Tudo parecia muito normal, até que uma sombra passou por mim e eu olhei para cima.

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OFF: Vou tentar postar mais frequentemente, gente. Espero que estejam gostando do começo da história… =)

Bjinhos*

Continuação… – Tradução ODTS

Um

Debrucei-me contra uma pedra áspera e expirei. A luz manchada do sol se deslocou sobre meu tênis enquanto o vento fez meu cabelo fazer cócegas em minha nuca.  O som das crianças nadando em um lago próximo era alto, mas os gritos alegres só apertaram mais o nó em meu estômago. Deixe Barnabas tentar transformar quatro meses de tentativas fracassadas em meros vinte minutos.

– Sem pressão – murmurei olhando através do caminho sujo para o reaper que estava encostado em um pinheiro com seus olhos fechados. Barnabas provavelmente era mais velho que o fogo, mas ele ficava bem com seus jeans, camiseta preta e corpo esguio. Eu não conseguia ver suas asas, com as quais voávamos, mas elas estavam lá. Ele era um anjo da morte com cabelos enrolados e olhos castanhos, usando tênis legais.

Isso faz com que sejam tênis sagrados? Perguntei-me, enquanto nervosamente rolava uma pinha para frente e para trás com meus pés.

Sentindo que eu olhava para ele, Barnabas abriu os olhos.

– Você tá ao menos tentando, Madison?, perguntou.

– Duh. Tô. – eu reclamei mesmo sabendo que era uma causa perdida. Meu olhar caiu para meus sapatos. Eram amarelos com cadarços roxos e caveiras na parte de cima e combinavam com as pontas roxas do meu cabelo curto loiro, não que alguém já tivesse comentado isso.

– Tá muito quente pra me concentrar – protestei.

As sobrancelhas dele se ergueram enquanto ele olhava para meu short e minha camiseta regata. Na verdade eu não estava com calor, mas meus nervos me deixaram agitada. Eu não sabia que ia para um acampamento de verão quando escorreguei para fora de casa nessa manhã e pedalei até a escola para encontrar Barnabas. Mas apesar de toda minha reclamação, foi bom sair de Three Rivers. A vila universitária onde meu pai vivia era legal, mas ser a garota nova enchia o saco.

Barnabas franziu para mim.

– A temperatura não tem nada a ver com isso. – ele disse, e eu rolei a pinha debaixo do meu pé ainda mais rapidamente. – Sinta em sua aura. Eu tô bem na sua frente. Tente de novo, ou eu vou te levar para casa.

Eu chutei a pinha para longe e suspirei. Se nós fôssemos para casa, quem quer que nós tínhamos de salvar iria morrer.

– Tô tentando. – Eu me inclinei contra a rocha atrás de mim, segurando a pedra negra que estava pendurada em uma corrente de prata em volta de meu pescoço. Barnabas impacientemente limpou a garganta e eu fechei meus olhos tentando imaginar uma névoa me envolvendo.

Nós estávamos tentando nos comunicar silenciosamente com nossos pensamentos. Se eu conseguisse colocar os meus pensamentos na mesma cor da névoa de Barnabas, eles iriam escorregar para sua aura e ele os escutaria. Não era uma coisa fácil de se fazer quando eu não conseguia sequer ver a aura dele! Quatro meses dessa bizarra relação professor/aluna e eu não tinha conseguido nem chegar ao nível básico.

Barnabas era um Reaper da Luz. Reapers da Escuridão matavam as pessoas quando seu provável futuro indicava que elas estavam indo em direção contrária aos grandes esquemas do destino. Reapers da Luz tentavam impedi-los, para assegurar o direito de escolha da humanidade. Como fora designado para evitar minha morte, Barnabas devia me considerar um de seus maiores e espetaculares erros.

Tradução ODTS – Prólogo

Prólogo

Todo mundo faz isso. Morre, quero dizer. Eu descobri isso por mim mesma em meu aniversário de dezessete anos, quando morri num bizarro acidente de carro em minha noite de formatura. Mas não foi um acidente. Foi cuidadosamente planejado, um pequeno momento da batalha entre os reapers* da Luz e da Escuridão, entre céu e inferno, escolha e destino.

Mas eu não saí da vida como a maioria das pessoas mortas faz. Graças a um erro, eu estou presa, morta na Terra. O anjo que falhou em me proteger e o amuleto que eu roubei de meu assassino são as únicas coisas que me impedem de terminar da maneira que os reapers da Escuridão querem que eu termine. Ou seja, morta.

Meu nome é Madison Avery, e estou aqui para contar-lhes que há mais do outro lado do que vocês podem ver, ouvir ou tocar. Porque estou vendo, ouvindo, tocando, vivendo isso.

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*Reapers são ceifadores. A tradução literal fica muito feia, então decidi manter a expressão original. ;p

Tradução de Once Dead, Twice Shy

Para quem leu “Formaturas Infernais”, e ficou com vontade de saber qual é a continuação da história da Madison (da crônica Madison Avery e a Morte)… sorriam, porque a autora (Kim Harrison) resolveu fazer o livro. Sim, o título em inglês é Once Dead, Twice Shy. Porém, o livro ainda não foi publicado aqui no Brasil… :/ Então, conversando com algumas amigas, decidi começar a traduzir… e vou postar aqui no blog. Espero que gostem.

;]

Segue a capa original:

Fiquem ligados, a autora escreve muito bem e a história é ótima. Vou tentar carpichar ao máximo na tradução. ;3